sábado, 28 de setembro de 2013

Workshop Gratuito Orquídeas


As férias acabaram, o Outono chegou e os JARDINS SINTRA recomeçam no próximo
Sábado os Workshops gratuitos sobre Orquídeas.
Neste Sábado temos muitas surpresas:

Não estivemos parados no Verão, construímos uma nova estufa de 40 m2 onde
vai ficar o ORQUIDÁRIO JARDINS SINTRA, que será inaugurado também no próximo
Sábado com muitas orquídeas (espécies e híbridos).
Atenção: As Orquídeas estarão à venda SÓ A PARTIR DE SÁBADO.

Como é sempre díficil reconhecer uma doença ou peste e nem sempre usamos
o melhor tratamento, a JARDINS SINTRA convidou os representantes da marca de
produtos fitossanitários KB para nos virem explicar a melhor forma de
combater doenças e pragas na orquídeas (e em outras plantas). Assim, vamos
ter uma palestra de cerca de 30 minutos sobre o tema 'Doenças, Pragas e o
seu tratamento'.

E conforme o que tinhamos deixado agendado para este encontro de
Orquidófilos, vou falar-vos de Stanhopea, 'Os passarinhos', como lhes
chamam na ilha da Madeira, são orquídeas muito peculiares, tanto na forma
como dão flores como nas flores em si. Vou apresentar-vos algumas das
espécies mais bonitas e dar-lhes informações sobre o seu cultivo.

Assim, o plano das festas para o próximo Sábado, dia 28 de Setembro, será o
seguinte:

14h00 - Abertura oficial do ORQUIDÁRIO JARDINS SINTRA
15h00 - 'Doenças Pragas e o seu tratamento', por um representante da KB
15h30 - ' Stanhopea', por José Santos
No final teremos o habitual chá e bolos para acompanhar o convívio.

Informamos que já chegaram as tesouras de poda para orquídeas, bem como
cestos de madeira e vasos de vários tamanhos..
Os restantes produtos estarão também disponíveis, junto ao Orquidário.

Esperemos que gostem o programa para a rentrée.
Como é costume, se puderem, confirmem a vossa presença para o email
josesantos@jardinssintra.pt para assegurarmos que não fica ninguém de pé.

Apareçam!!

Saudações Orquidófilas,
José Santos


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Eugenia myrtifolia


Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Género: Eugenia / Syzygium


A Eugenia myrtifolia, também podendo ser conhecida pelo sinónimo botânico Syzygium paniculatum é um arbusto sempre verde, originário das florestas tropicais e subtropicais do litoral e costa central de Nova Gales do Sul, na Oceânia. No seu habitat é uma espécie em risco, mas hoje em dia são encontrados exemplares de cultivo à venda em toda a Europa. É uma planta de pequenas folhas lanceolatas dispostas de forma oposta e com uma cor verde escura e brilhante (Quando são jovens as folhas têm um tom acobreado). É muito densa e pode ser podada sem causar danos à planta, logo ideal para sebes ou topiaria.

Gosta de locais ao sol ou com sombra parcial e de regas frequentes.

As suas flores são brancas e franjadas crescendo em pequenos cachos que vão dar origem a frutos esponjosos e avermelhados. Esses pequenos frutos com cerca de 2cm são cosmestíveis com um sabor parecido ao de algumas maçãs.

Podem obter-se novas plantas a partir de sementes ou de estacas.



Flores




Plantas com cerca de 1,80m de altura com ramagem densa e também cortada com copa em bola.


Fruto

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Revista Jardins - SETEMBRO


Já À VENDA - REVISTA JARDINS DE SETEMBRO
Este número da revista é diferente. A Vera Nobre da Costa foi a terceira directora convidada da revista e este número, com o tema OS NOSSOS PARAÍSOS, é da sua responsabilidade. Assim, tanto os colaboradores habituais da revista como alguns convidados deixam de lado o aspecto mais prático da jardinagem para falarem sobre os seus jardins-paraíso: Assim, podem ler o meu artigo sobre um centro de jardinagem só de orquídeas, em Inglaterra onde há uns anos fiz um pequeno curso, a Teresa Chambel escreve sobre o Jardim Botânico de Lisboa, o Tiago Veloso sobre os Jardins de Vilalara no Algarve e a Fernanda Botelho sobre a sua visita, este ano, a alguns jardins ingleses. Todos referimos as nossas experiências sensoriais e emocionais que os jardins nos transmitem. Fala-se ainda de árvores, de jardins imaginários, de jardins para a crise, e de jardins para viver. Concluo que, para cada um à sua maneira, os jardins são muito importantes. E para vocês?

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Duranta repens


Ordem: Lamiales
Família: Verbenaceae
Ordem: Duranta
Espécie: repens

O seu nome foi dado em honra do botânico italiano Castore Durantes, que viveu no séc. XV.
É um arbusto ou pequena árvore que pode atingir entre o 1,5m e os 3 m de altura e igual tamanho na largura. Gosta de estar em locais com boa luz, sol e alguma sombra. Prefere solos húmidos.
Não é muito exigente quanto ao tipo de solos, adapta-se a variados solos, desde ácidos a alcalinos.
Em locais onde as temperaturas ficam muito baixas e onde acontecem geadas severas, esta planta pode não resistir a longos períodos gelados.

As folhas não são muito grandes e são ovais podendo ser dentadas, a sua cor é verde brilhante. Na ponta dos ramos nascem as inflorescências, em pequenos grupos ou cachos, com cores entre o branco, púrpura e azul. Existem ainda formas com folhas variegatas e com flores azuis ou lilases debruadas a branco. As flores têm pouco mais de um centímetro cada e são perfumadas. Uma planta estabelecida pode dar flores em grande parte do ano, da Primavera ao Outono. 

A Duranta repens dá também bagas amarelo dourado e a planta fica muito bonita pois pode estar com flores e bagas ao mesmo tempo. Atenção, as bagas são tóxicas, logo não comestíveis.

Esta planta é encontrada desde o sul da Califórnia, nos EUA, no México e nos países de clima tropical da América do Sul. Uma bonita planta, pouco exigente para os jardins portugueses, que pode ser utilizada como arbusto ou como sebe.




domingo, 25 de agosto de 2013

Fuchsia sp.


Fuchsia Genii


Nome Comum: Brincos de Princesa (ou de Rainha)
Ordem: Myrtales
Família: Onagraceae
Género: Fuchsia

Pequena planta arbustiva originária da América do Sul. Existem cerca de 110 espécies na natureza e apesar da maioria ser nativa da América do Sul, são também encontradas espécies na América Central, Tahiti e Nova Zelândia. A primeira espécie, Fuchsia triphylla, foi descoberta na ilha Hispaniola (nas Caraíbas) pelo monge botânico francês, Charles Plumier, no ano 1696-97. O nome da planta foi dado em honra do botânico alemão, Lehonard Fuchs.

Normalmente são pequenos arbustos mas uma das espécies existententes na Nova Zelândia tem o porte conrrespondente a uma árvore, atingindo  15 metros de altura. Existem também bastantes híbridos de plantas que funcionam melhor em cestos ou vasos altos pois são plantas cujos ramos ficam pendentes. Recentemente apareceu uma Fuchsia trepadeira, mas ainda é pouco comercializada.

As Fuchsias não são plantas muito exigentes e são relativamente fáceis de cuidar. Há no entanto espécies e híbridos mais adequados para alguns locais ou condições particulares. Existem sempre uma Fuchsia para qualquer jardim. Uma das necessidades destas plantas é uma boa rega, gostam de ter o solo sempre húmido (atenção, não é ensopado, o excesso de água pode mata-las), sem humidade no solo a planta fica com um ar 'triste' e nota-se logo que não está bem. Não são plantas para locais de sol forte direto. Meia sombra ou sombra é o ideal. Podem ser cultivados em vasos, floreiras ou bordaduras. Ficam bem em diversos arranjos e junto da maioria das plantas fazendo um bonito contraste pela peculiaridade das flores.

O botão tem o aspecto de uma lágrima e quando abrem as sépalas, revelam as suas petalas coloridas parecendo um vestido. As espécies são menos elaboradas mas existem já híbridos lindíssimos, com pétalas de várias cores, desde o branco, vermelho, vários tons de rosa, púrpura, azuis e quase negros. Também o número e formas das pétalas pode variar muito, desde as quatro singelas petalas até a petalas dobradas e aos folhos, umas curtas outras bem compridas e muito variadas.

No Inverno devemos ter cuidado com neve ou geadas, em locais com temperaturas mínimas acima dos 5ºC podem ficar todo o ano no exterior. Geralmente podam-se em Janeiro para forçar a planta a produzir novos rebentos. A planta fica mais forte assim. As estacas podem ser plantadas e têm uma percentagem grande de sucesso de originária novas plantas iguais à planta original. A propagação por semente é mais difícil. Após a poda devemos adubar as Fuchsias com um adubo para plantas com flor.

Os frutos das Fuchsias são comestíveis, a Fuchsia splendens é a mais saborosa mas não são muito famosos pelo seu sabor.



Um exemplo de uma Fuchsia híbrido

sábado, 24 de agosto de 2013

Cymbidium, início da nova época.


As plantas de Cymbidium que não foram vendidas na época passada foram todas reenvasadas e têm sido adubadas frequentemente. Os resultados estão já vista: estamos em Agosto e temos já algumas plantas com hastes florais quando, normalmente, estas começariam a aparecer no início de Outubro.
Vamos ter Cymbidium mais cedo este ano!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Loropetalum chinensis


Loropetalum chinensis 'Black Pearl'

Ordem: Saxifragales
Família: Hamamelidaceae
Género: Loropetalum
Espécie: chinensis

Pequeno arbusto originário do sudeste asiático, da China e do Japão. O género Loropetalum é constituído por três espécies: L. chinensis, L. lanceum e L. subcordatum.
O nome vem do grego Loron, que quer dizer às tiras, e Petalon, de pétala. As flores desta planta têm a particularidade das pétalas parecerem uns pequenos farripos e não uma pétala a sério. É uma flor parecida com as flores das Hamamelis. Nos Loropetalum, existem variedades de flor cor de rosa e outras de flor branca. Geralmente as variedades de Loropetalum chinensis de flor branca ficam maiores, atingindo mais de 3 m de altura enquanto as variedades de flor rosa chegam ao 1,5m. As outras duas espécies são àrvores que podem crescer mais de 10m de altura.

As mais conhecidas são as que têm as folhas púrpura, por vezes quase negras, e de flores rosa.

Gostam de solos ácidos com bastante humus, que retenham facilmente a humidade mas que tenham boa drenagem. Gosta de uma boa exposição ao sol e, depois de estabelecido, adapta-se bem à seca. As melhores cores são obtidas se a planta apanhar muito sol.
Não precisa de ser podado a não ser que se queira atingir uma determinada forma.
Devemos fertilizar com fertilizante para plantas ácidas na Primavera e Verão.

domingo, 11 de agosto de 2013

Bletilla striata


Bletilla striata


Bletilla striata alba

Família: Orchidaceae
Sub-família: Epidendroideae
Tribo: Arethuseae
Sub-tribo: Coelogyninae
Género: Bletilla

São das orquídeas mais fáceis de cultivar no nosso país. São orquídeas terrestres e podem ser cultivadas no exterior ou no interior, em vaso ou em canteiros e bordaduras, ou mesmo plantadas no chão. A planta no Inverno praticamente desaparece e volta a crescer na Primavera, emitindo depois as hastes florais constituídas por várias flores. As Bletilla striata são cor-de-rosa, mas encontra-se também facilmente a variação Alba, completamente branca. As flores são muito bonitas e o labelo parece um tecido plissado. 

São originárias do continente asiático, e o género Bletilla é constituído por 9 espécies distribuídas por países como a China, Japão, Vietname, entre outros.

São constituídos por uma espécie de 'bolbos' que ficam enterrados quase à superfície da terra e desse 'bolbos' crescem folhas verdes, alongadas e estriadas. 

São uma mais valia para qualquer jardim e são muito fáceis de cultivar. Os cuidados são poucos: O substrato pode ser substrato para plantas de jardim com um pouco de perlite para evitar que seque. quando as folhas começam a nascer devemos fertilizar e continuar a fazê-lo até ao fim da floração. Todos os anos vamos tendo mais plantas e maiores florações. É uma planta que deveria estar presente em qualquer jardim.